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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bastidores da política de Guarulhos / Coluna Olho Vivo em 17/10


CPI está por um fio na Assembleia de São Paulo

Da Redação do DG

A CPI das emendas parlamentares na Assembleia de São Paulo está por um fio. A oposição – PT à frente – diz já ter 29 assinaturas. Faltariam apenas mais três. Segundo o deputado estadual Alencar Santana (PT), é grande a possibilidade de os nomes faltantes apareceram ainda esta semana. O fato novo poderá ser o depoimento do deputado estadual e secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, à Comissão de Ética da Casa, na próxima quinta-feira. Na semana passada, Covas conseguiu driblar a Comissão, ao recusar-se a comparecer pessoalmente e se explicar perante seus pares. Preferiu enviar uma nota oficial considerada pífia, na qual, em apenas dois parágrafos, disse que sua declaração de que teria recebido uma proposta de propina de R$ 5 mil de um prefeito paulista, em troca de uma emenda ao orçamento do Estado, seria apenas “um exemplo”, uma “hipótese”, e não o relato de um caso concreto. Isso foi na terça-feira da semana passada. Não colou. Na quinta, a bancada do PT aproveitou-se de um cochilo da bancada governista e voltou à carga. E conseguiu “convocar” Bruno Covas a comparecer pessoalmente à Comissão de Ética, o que deverá ocorrer nesta quinta-feira. >
CONCURSO
Começaram hoje as inscrições (que vão até o dia 11 de novembro) para o concorrido e polêmico concurso público da Câmara de Guarulhos. Na sede do Legislativo, funcionários da empresa que promove a prova atendiam diversas pessoas interessadas em trabalhar no local.
POLÊMICA
A sessão de amanhã no Legislativo deverá ser quente. Isto porque, muitos vereadores desaprovam algumas vagas como para dentista ou assistente social. Segundo o vereador Eduardo Kamei (PTB) “algumas vagas são desnecessárias”.
EXPECTATIVA
São grandes as expectativas dos partidos registrados na cidade para o pleito do próximo ano. Comenta-se que cada um estipula eleger entre dois e três vereadores. No entanto, esta projeção de candidatos eleitos para cada legenda deve ajudar a faltar cadeira para que todos se acomodem.
CONSENSO
Um consenso já se formou entre tucanos e adversários de tucanos na Assembleia: qualquer que seja o desfecho do “emendagate”, a candidatura a prefeito de São Paulo de Bruno Covas já é assunto transitado em julgado. O neto de Mário Covas definitivamente queimou o seu filme nesse episódio.
DÚVIDA
Uma dúvida assalta os deputados : qual é exatamente o papel de Campos Machado, presidente estadual do PTB, nesse episódio? Ele foi surpreendido com as denúncias de seu correligionário Roque Barbiere? Ou armou essa confusão, em comum acordo com o aliado, para reforçar sua posição perante o governo do Estado?
DIGITAIS
Até os adversários do PSDB reconhecem nas agruras de Bruno Covas as digitais de José Aníbal, o secretário de Energia de São Paulo e principal candidato tucano à Prefeitura paulistana.
MAIS CPI
A CPI do lixão da Cetesb em Itaquaquecetuba – cidade limítrofe a Guarulhos – já está aprovada pela Assembleia. Segundo Alencar Santana, é só uma questão de tempo para seus membros serem escolhidos e começarem a trabalhar.
A CONFERIR
O PT não tem dúvida de que fará o próximo prefeito de Itaquá.
SER OU NÃO SER
Alan Neto vive uma dúvida hamletiana: ser ou não ser candidato a prefeito pelo DEM no próximo ano. Pesa contra sua fraca votação na eleição a deputado em 2010. Pesa a favor o fato de que, se não sair (contentando-se em se reeleger vereador), ficará condenado ao segundo plano da política guarulhense pelos próximos quatro anos.
PLANO A
Mas o plano A de Alan Neto, neste cenário, não é se expor ao risco de uma candidatura a prefeito. Antes disso, ele preferiria compor uma chapa PSDB-DEM e sair como vice de Carlos Roberto.

COTAÇÃO

O problema é que, neste momento, a preferência de Carlos Roberto, na composição de sua chapa, parece recair em Francislene Assis de Almeida Corrêa, mulher do radialista Eli Corrêa e filha do falecido patrício guarulhense Assis de Almeida.
TRANSPORTES
A direção estadual do PT já percebeu que a ênfase do governador Geraldo Alckmin em transporte de massa na Grande São Paulo, tema resumido na frase-conceito “mobilidade urbana”, pode se mortal para as pretensões do partido de eleger um governador petista em 2014.
“Trabalhamos de maneira a não decepcionar a confiança das pessoas”
LUIZA CORDEIRO, vereadora pelo PCdoB, em sua página no site de relacionamentos Facebook

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Deputados divergem sobre CPI para averiguar venda de emendas

“O caso é grave e deve ser apurado em detalhes”

Por Luiz Roiz
Da Redação do DG


Só uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a ser instalada na Assembleia Legislativa poderá investigar a fundo as denúncias feitas pelo deputado Roque Barbiere (PTB), que acusou difusamente “de 25% a 30%” dos parlamentares paulistas de receberem propinas negociando emendas e fazendo lobby para empreiteiras.
Esse é o pensamento do deputado estadual Alencar Santana, com base eleitoral em Guarulhos, e o de seu partido, o PT. “Não sei dizer o que motivou o deputado Barbiere a fazer essa denúncia. No entanto, ela é grave e precisa ser apurada em detalhes. Não basta levar o caso ao Conselho de Ética. Uma CPI terá maior capacidade de elucidar esse assunto”, explicou.
Para Alencar, agrava as declarações de Barbiere sua decisão de encaminhar denúncias à Casa Civil e à Secretaria do Planejamento, o que poderia materializar o escândalo. O deputado petista também critica seu colega licenciado, Bruno Covas, do PSDB, que ocupa a secretaria de Meio Ambiente, por ter admitido e depois voltado atrás em suas declarações sobre uma suposta oferta de suborno. “Qualquer cidadão pode dar voz de prisão quando se depara com alguma ação criminosa. Se o fato ocorreu, acho grave que Covas não tenha ao menos denunciado a tentativa no momento”, opinou Alencar.
Um ex-deputado do DEM, José Antonio Bruno, está sendo acusado de ter recebido dinheiro em espécie dentro desses esquemas fraudulentos.
Para que seja instalada, a CPI estadual necessita de ao menos 32 assinaturas. A oposição conta automaticamente com 28 deputados, mas negocia a adesão de parlamentares da base governista.
Já o deputado tucano Fernando Capez defende a ação do Conselho de Ética e também do Ministério Público. “Seguindo a ordem cronológica, essa CPI só poderia ser instalada em 2013. E essa comissão precisa ter provas materiais objetivas, que não existem. O Conselho pode individualizar as denúncias sem cair em generalizações nem permitir a partidarização do caso”, disse.