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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Terreno particular no Lavras é invadido pela 3ª vez por cerca de mil pessoas


Diego Calvo
Mesmo depois de terem sido retiradas da área por duas vezes,
famílias voltaram a montar seus barracos

Por Alfredo Henrique
Da Redação do DG


Uma área particular no Lavras foi invadida pela terceira vez por cerca de mil pessoas, menos de um mês de elas terem sido desalojadas pela polícia, por determinação da Justiça.
Na semana passada, eles voltaram ao terreno, perto das ruas Disney e Anísio de Abreu. Cerca de 80 famílias, dizem os invasores, moram “definitivamente” na área.
Centenas de barracos de madeirite, bambu, plásticos e lona voltaram dominar a paisagem do terreno.
Procurada pelo DG ontem, a Prefeitura não se manifestou até o final da tarde sobre a nova invasão. Na primeira semana do mês, ela havia solicitado a retirada dos ocupantes, com apoio da polícia e da Guarda Civil Municipal.
Uma das líderes do acampamento, Silvia Maria Borges, disse que as famílias começaram a invadir o terreno do sábado (20).
Até ontem, cerca de 1,1 mil pessoas teriam sido “cadastradas” para a eventual divisão de lotes na área. Os lotes, de 6m² por 25m², foram determinados por um grupo que se autodenomina “Fenix”.
No início de novembro, houve confronto entre as famílias e a GCM. Uma criança ficou gravemente ferida, depois de levar um tiro de bala de borracha na cabeça. As famílias afirmam que não sairão. “Nosso lema é ocupar, resistir e construir”, disse Silvia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Prefeitura desapropria área invadida para construir CEU

Terreno que foi ocupado por famílias no Lavras,
onde a prefeitura pretende construir um CEU
Por Wellington Alves
Da Folha Metropolitana

O prefeito Sebastião Almeida desapropriou área de 35,8 mil m² na Estrada de Nazaré, no Lavras, para implantar o Centro Educacional Unificado (CEU) São João, conforme publicado ontem, no Diário Oficial do município. A região foi invadida há duas semanas por 1,5 mil pessoas que queriam construir casas e foram retiradas pela Guarda Civil Municipal (GCM).
Segundo uma das líderes do movimento, Sílvia Maria Borges não foi passada nenhuma informação pela Prefeitura da construção de um CEU. Ela participou de reunião na quarta-feira com o secretário de Governo, João Roberto Rocha Moraes, e integrantes de outras secretarias, em que foi repassado que a Prefeitura não aceitaria a invasão da área.
O terreno foi ocupado por um movimento independente no final de outubro. A GCM retirou os populares e derrubou os barracos construídos. Desde então, a guarda impede qualquer construção no terreno. Em audiência pública na Câmara Municipal, em 3 de novembro, o secretário municipal de Educação, Moacir de Souza, disse que a área é a “melhor para implantar o CEU São João” e que estava em negociação com o proprietário.
Segundo o decreto de Almeida, o terreno será expropriado se o proprietário concordar com o preço e forma de pagamentos que serão oferecidos pela Prefeitura. Os valores não constam no Diário Oficial.