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domingo, 18 de março de 2012

Parque vira ponto de prostituição e tráfico de drogas

COMENTÁRIO DO BLOG: É muita coincidência... No início dessa semana fiz uma vistoria nesse mesmo parque com meu amigo Luiz Assis, assessor na Secretaria Municipal de Segurança. Estava atendendo pedidos de moradores do bairro que relataram os mesmos problemas identificados nessa reportagem do jornal Folha Metropolitana.
Vamos aguardar as providências e possíveis soluções dos orgãos responsáveis.

Parque vira ponto de prostituição e tráfico de drogas
Área verde – Local arborizado deveria servir como uma das
opções de lazer para os moradores da região

Por Laís Domingues
Da Folha Metropolitana

Os moradores do Jardim América reclamam da situação lamentável em que se encontra o Parque José de Alencar, na Rua Catulo da Paixão Cearense. Vasta área verde, com bosque, quadra poliesportiva, campo de futebol e pista para caminhada, o local seria o principal espaço de lazer do bairro, mas tem se tornado problema com a falta de manutenção e segurança.
Com um horário de funcionamento que deveria ser das 6h às 20h, o parque fica sempre aberto e serve de passagem para os moradores do bairro, entretanto, a ausência de iluminação suficiente e a presença de usuários de drogas e prostitutas têm preocupado a vizinhança. “As lâmpadas não estão acendendo, fica tudo muito escuro e o pessoal aproveita para usar drogas, assaltar e até manter relações sexuais”, afirmou a professora Jaine Campos, 66 anos.
Ela ressalta que seus alunos do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova), que precisam atravessar o parque à noite para assistir as aulas, têm desistido. “Trago algumas alunas até a beira do parque e fico olhando, mas também tenho medo”, disse.
A dona de casa Márcia Aparecida da Silva destacou que a limpeza em geral do parque, assim como a poda, são feitas com regularidade, mas a estrutura está sem reforma há mais de cinco anos.
Uma das alunas do Mova que não quis se identificar com medo de represálias disse já pensa em desistir de ir às aulas. “Chego em casa com ‘meio metro de língua para fora’. Eu corro. Não tem luz e vira e mexe aparece um. Tenho medo.
Posto da Guarda Civil Municipal está abandonado
A última revitalização feita no Parque José Alencar foi em 2006. Na ocasião, em atenção a necessidade já apontada pelos usuários do bosque e moradores do entorno, foi instalado no parque um Posto Comunitário da Guarda Civil Municipal (GCM) anexo a um espaço com banheiros masculinos e femininos.
O posto comunitário está abandonado e tem nos vidros temperados as marcas do vandalismo que acontece no local. Os moradores afirmam que são sinais de tiros disparados contra o equipamento, mas também podem ter sido pedras atiradas. Os banheiros ficam trancados e são utilizados somente pelo pessoal da limpeza da Secretaria de Meio Ambiente. “Antes eles ficavam aqui no parque e garantiam a segurança, mas parece que não aguentaram”, disse a professora Jaine Campos.
Vestiário alvo de vandalismo
Os vestiários do Parque José Alencar estão abandonados e sem a mínima condição de uso. Não há água no local, assentos sanitários estão quebrados, chuveiros e portas foram arrancados ou quebrados e há peças de roupa e colchões ocupando o espaço. O mau cheiro incomoda, mas há ainda aqueles que se abrigam no local. A reportagem da Folha Metrolitana flagrou um dos vestiários sendo utilizado como abrigo por um morador de rua.
O aposentado José Paulino, 74 anos, está revoltado. “Isso aqui é uma baixaria. Não dá nem para chegar perto desse vestiário. À noite, então, só tem prostituta e maconheiro. É um relaxamento tremendo. Deveriam derrubar isso tudo ou fazer alguma coisa”, disse.
Reunião trata de providências
Em resposta ao questionamento sobre o parque José de Alencar, a Secretaria de Meio Ambiente informou que, na última quarta-feira (14), realizou uma reunião para tratar sobre a revitalização do local. Os brinquedos do parque infantil passarão por manutenção e a reforma já entrou na programação.
Em relação aos vestiários, a Secretaria de Esportes afirmou que em 2011 foram realizadas duas reformas para recuperação de danos causados por vandalismo, e que no momento aguarda a chegada de material para iniciar nova intervenção.
O Departamento de Iluminação Pública (DIP) afirmou que enviaria ontem à noite uma equipe para fazer a manutenção necessária. E a Guarda Civil Municipal informou que a guarita existente no local não pertence à corporação, mas que o parqueseria monitorado durante o dia pelo Grupo de Operações Táticas Especiais e pelo Grupamento Canil, e, à noite, seria parte do roteiro de ronda.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Terreno particular no Lavras é invadido pela 3ª vez por cerca de mil pessoas


Diego Calvo
Mesmo depois de terem sido retiradas da área por duas vezes,
famílias voltaram a montar seus barracos

Por Alfredo Henrique
Da Redação do DG


Uma área particular no Lavras foi invadida pela terceira vez por cerca de mil pessoas, menos de um mês de elas terem sido desalojadas pela polícia, por determinação da Justiça.
Na semana passada, eles voltaram ao terreno, perto das ruas Disney e Anísio de Abreu. Cerca de 80 famílias, dizem os invasores, moram “definitivamente” na área.
Centenas de barracos de madeirite, bambu, plásticos e lona voltaram dominar a paisagem do terreno.
Procurada pelo DG ontem, a Prefeitura não se manifestou até o final da tarde sobre a nova invasão. Na primeira semana do mês, ela havia solicitado a retirada dos ocupantes, com apoio da polícia e da Guarda Civil Municipal.
Uma das líderes do acampamento, Silvia Maria Borges, disse que as famílias começaram a invadir o terreno do sábado (20).
Até ontem, cerca de 1,1 mil pessoas teriam sido “cadastradas” para a eventual divisão de lotes na área. Os lotes, de 6m² por 25m², foram determinados por um grupo que se autodenomina “Fenix”.
No início de novembro, houve confronto entre as famílias e a GCM. Uma criança ficou gravemente ferida, depois de levar um tiro de bala de borracha na cabeça. As famílias afirmam que não sairão. “Nosso lema é ocupar, resistir e construir”, disse Silvia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

GCM completa 14 anos de fundação com aumento do efetivo


A Guarda Civil Municipal (GCM) comemorou 14 anos de fundação neste sábado com números expressivos em programas de segurança    

Por Rosana Ibanez
Do Guarulhosweb

A corporação conta atualmente com 760 guardas. A previsão para 2012 é que esse número seja ampliado. "Chegaremos ao número de mil GCMs na cidade", afirmou o Secretário de Segurança Pública, João Dárcio Ribamar Sacchi.
Na atual gestão, houve um aumento no número do efetivo e de rondas realizadas, além da criação do grupamento da Guarda Ambiental, que combate e fiscaliza crimes contra a fauna e a flora. As bases foram reestruturadas e divididas em inspetorias para alcançar toda a extensão territorial da cidade.
Entre os projetos desenvolvidos pela GCM, destaca-se o Grupo Unido na Ação de Resistência às Drogas (Guard), mantido pela GCM e Secretaria de Segurança Pública. No ano passado, um total de 64 instituições estiveram presentes junto ao programa, que também participou de sete eventos ligados ao setor de segurança, alcançando a marca de 10.749 pessoas assistidas.
Números - Criado no final de 2006, o projeto Guard já atendeu mais de 30 mil pessoas e aumento de mais de 170% em paletras.
As rondas cresceram 41% no biênio 2009/10 comparativamente a 2007/08. Em 2011 os números chegaram a 164 mil até setembro. Ocorrência em flagrante cresceram 58%; a ronda escolar subiu mais de 26%. Ocorrências atendidas: aumentou mais de 29%. Já às viaturas em operação por dia: apresentou crescimento 60% e as Ocorrências atendidas pelo Ronda Bike aumentarm 111%.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Movimentos Sociais

Após demolições, Prefeitura vai regularizar loteamento
Local foi palco de conflito em 18 de abril entre moradores e GCM

Após demolições, Prefeitura vai regularizar loteamento no Campo da Paz

Por Wellington Alves
Do Folha Metropolitana


A Prefeitura de Guarulhos vai regularizar o loteamento Campo da Paz, no Jardim Paraíso. O local foi palco de conflito em 18 de abril entre moradores que construíam residências e Guarda Civil Municipal (GCM) durante uma ação de demolição dos imóveis, coordenada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos.
Na ocasião, três casas foram demolidas. A Prefeitura suspendeu a ação, depois de um homem ficar com os pulsos cortados, crianças serem atingidas com spray de pimenta disparado pela GCM e uma mulher desmaiar.
A Secretaria de Assuntos Jurídicos justificou as demolições para atender um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo. O documento impedia que os moradores construíssem as casas enquanto a área não fosse regularizada.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Álvaro Garruzi, a regularização da área tomou outro rumo. Sem possibilidade de aprovação pelo Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Grapohab) por oito casas estarem construídas, a Prefeitura decidiu reconhecer a área como invadida e regularizar por conta própria.
“Temos autonomia para isso. A discussão do loteamento fica com o proprietário e a comunidade”, diz.
“Ainda temos medo”, diz moradora
A imagem de caminhões e carros da Prefeitura entrando no Campo da Paz, no Jardim Paraíso, para demolir residências no dia 18 de abril deste ano, não saiu da mente dos moradores.
A vice-presidente da Associação Unidos pela Terra, Maria Aparecida de Oliveira, conta que houve preocupação quando um carro da Prefeitura chegou ontem à região. “Falaram que só vieram confirmar que não continuamos com as construções, mas nunca se sabe”, diz.
Ela afirma que a comunidade ainda espera por informações da Prefeitura. Até o momento, 80 sócios pagam pelos lotes sem poderem construir nada.

sábado, 30 de julho de 2011

Prefeitura de Guarulhos quer R$ 3 mi da União para câmeras


Central de Monitoramento –
Atualmente, cidade conta com 23 câmeras espalhadas pela município


Do Folha Metropolitana
Por Wellington Alves

O secretário municipal de Assuntos de Segurança Pública, João Dárcio Ribamar Sacchi, tentará conseguir na próxima semana cerca de R$ 3 milhões do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Governo Federal, para instalação de 60 câmeras de monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) na cidade.
Sacchi terá uma reunião na quinta-feira com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, junto com a deputada federal Janete Pietá (PT). Será o primeiro encontro para negociar a expansão do programa de monitoramento da GCM.
Em 2009, também com recursos do Pronasci, foram instaladas 23 câmeras de monitoramento que estão espalhadas na região central.
No ano passado, a Prefeitura teve o pedido de novas câmeras negado. A expectativa de Sacchi é incluir as novas câmeras guarulhenses no Pronasci para que os equipamentos sejam instalados no próximo ano. “Nosso projeto completo prevê 300 câmeras com custo de R$ 10 milhões, mas teremos de fazer em etapas”, explica.
Locais das câmeras serão estudados
As localizações das 60 câmeras que a Prefeitura de Guarulhos quer instalar na cidade ainda não foram definidas. O secretário municipal de Assuntos de Segurança Pública, João Dárcio Ribamar Sacchi, garante que convidará o comandante da Polícia Militar, coronel Rui de Almeida, e o delegado Seccional da Polícia Civil, Marco Antonio Novaes de Paula Santos, para discutir quais as ruas problemáticas. “Não adianta fazer isso sozinho. Vamos cruzar informações com as polícias e encontrar os locais chaves da criminalidade”, diz.