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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desocupação do Jardim Novo Portugal deve ocorrer até novembro de 2012


Jardim Novo Portugal, construído ao lado do Aeroporto, deverá desaparecer em cerca de um ano
Jardim Novo Portugal, construído ao lado do Aeroporto,
deverá desaparecer em cerca de um ano

Área de 84,3 mil m² deve dar lugar à construção de nova pista de taxiamento do aeroporto    

Da Redação Guarulhosweb

Governo Federal pretende concluir até 30 de novembro de 2012 o processo de desapropriação de cerca 348 imóveis localizados no Jardim Novo Portugal. De acordo com o Decreto de 24 de junho de 2011, publicado no Diário Oficial da União, a área de 84.388,61m² será utilizada para a ampliação do pátio de manobras do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A construção atingirá cerca de 570 famílias.
De acordo com a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a Infraero, a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades estão responsáveis pela busca de entendimentos para inserir as famílias desapropriadas de baixa renda no Programa Minha Casa Minha Vida.
O valor do ressarcimento dos imóveis poderá ser sacado em até 20 dias após a audiência de conciliação, caso ocorra acordo judicial. Em caso de não haver acordo na audiência conciliatória, o saque somente poderá ser realizado mediante autorização judicial. A Secretaria estima gastar R$ 38,5 milhões a título de desapropriações.

domingo, 18 de setembro de 2011

Moradores da Vila União não têm documentos de posse das residências

Aparício Reis
Diversas famílias foram à Câmara dos
Vereadores ontem pedir apoio dos parlamentares
Por Carolina Soares
Da Redação do DG


Cerca de 50 moradores da Vila União foram hoje à Câmara dos Vereadores para protestar contra as desapropriações decorrentes da construção do trecho norte do Rodoanel. Apesar do ajuste feito pela Dersa no início deste mês, que deixa de remover aproximadamente 340 imóveis do bairro, os moradores se queixam da exigência de documentação para que haja o pagamento de indenizações aos afetados. Segundo o pedreiro Clóvis dos Santos Miranda, 50 anos, que há 17 mora com a mulher e cinco filhos no bairro, apenas 4 famílias têm a documentação exigida pela Dersa. “Eu paguei pela minha casa, mas não papel que comprove isso”, afirma. Outra reclamação do morador é a remoção das famílias, que não querem deixar o bairro. “Construí minha família aqui, não é justo que o Rodoanel venha, tire a gente de lá e não nos dê nada”. Os vereadores Luiza Cordeiro (PCdoB) e Zé Luiz apoiam o movimento feito pelos moradores. “Continuem lutando e contem conosco”, disse a comunista na tribuna. Já o líder do governo na Câmara, afirmou que as desapropriações são um outro problema existente na Vila União. “A área é particular, alvo de disputa judicial”, disse Zé Luiz, acrescentando que o que o poder público pode fazer é intermediar o diálogo entre os donos do local e as pessoas que agora moram lá. “Nosso papel é construir negociações”, disse. Miranda diz que há uma grande coincidência entre a obra do Rodoanel e as desapropriações. “Estas ações estão na Justiça há anos e nunca deram em nada, foi só correr a notícia do Rodoanel que a liminar para que a gente saia ficou pronta”, afirmou o morador..

Mais de 100 famílias do Jardim Bambi podem perder suas casas

Por Ronaldo Paschoalino
Do Gaurulhosweb

Cerca de 100 famílias do Jardim Bambi estão prestes a perder suas casas devido a um imbróglio que vem se arrastando por mais de uma década junto a imobiliária Continental, que comercializou os lotes de praticamente toda área onde foram construías as residências. Segundo os moradores do local, há cerca de 11 anos e meio, os terrenos foram adquiridos em um regime de financiamento que acompanhava a inflação anual.
No entanto, de uma forma inesperada, a imobiliária teria mudado o sistema de juros e o valor das parcelas que girava em torno de R$ 300 mensais, subiram mais que o dobro. "Ninguém mais conseguiu pagar porque ficou fora do orçamento. As parcelas subiram de tal forma que ficou inviável de pagar", disse o morador Graciano Doto.
Doto disse também que há anos, ele e outros moradores estão tentado uma renegociação da divida junto a imobiliária, mas sem sucesso. "Acho que já fomos mais de 100 vezes tentar conversar e eles (imobiliária) estão irredutíveis. Queremos acertar a dívida, mas com parcelas que consigamos pagar", justificou.
O maior medo das famílias que moram no local é que a qualquer momento tenham que sair de suas casas, umas vez que a imobiliária pediu reintegração de posse a Justiça. "Eu já recebi um ofício dizendo que tenho de deixar a casa, assim como minha irmã e outros moradores. Algumas pessoas que moravam no bairro já perderam suas casas e hoje estão morando de aluguel", contou.
Os moradores, inclusive, pedem auxílio do município com as tratativas junto a imobiliária para verem se conseguem reverter a situação de reintegração. "Ninguém tem condições aqui de comprar outro imóvel. Só queremos um acordo que fique viável para os moradores. Todos querem pagar o que devem", concluiu Doto.
A reportagem entrou em contato com a imobiliária Continental para saber mais detalhes sobre o processo de reintegração de posse e qual o motivo da inviabilidade de um acordo entre moradores e imobiliária. No entanto, a reportagem foi informada que o dono da imobiliária, Valter Luongo, está em viagem.        

COMENTÁRIO DO BLOG: Há vários outros casos semelhantes em outros bairros e até outras cidades; como Arujá, Barretos, entre outras,  dos absurdos promovidos pela Imobiliária Continental. É lamentável saber que há negligência por parte do poder público que autorizou a Imobiliária lotear esses bairros sem a infra-estrutura mínima exigida por lei. O poder judiciário chega a ser conivente dando ganho de causa para a Imobiliária Continental, pois todos os promotores e juízes sabem dos desmandos promovidos ao "longo" dos anos pela referida Imobiliária. "Que a união do povo sobreponha as negligências das autoridades".