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terça-feira, 12 de junho de 2012

Moradores da Vila Operária estão apreensivos com reintegração

Moradores estão apreensivos com possibilidade de reintegração
COMENTÁRIO DO BLOG: Viver sobre o dilema de uma reintegração de posse é angustiante, só quem passou por isso sabe como é difícil conviver com essa incerteza. Também é revoltante ouvir da secretaria de assuntos jurídicos da prefeitura de Guarulhos informar que não é parte no processo. Uéh!! Será que a referida secretaria desconhece a finalidade social da terra?
Ou será que permitir que uma ocupação se consolide com quase 2 mil famílias não seria fazer vistas grossas?
Para onde irão essas famílias se a reintegração ocorrer?
Está faltando habilidade política para nosso Jurídico!!

Segundo eles, a Prefeitura não teria cumprido a sua parte nos acordos desta vez

Por Rosana Ibanez
Do Guarulhosweb



Os moradores da Vila Operária estão apreensivos quanto a uma possível reintegração de posse dos lotes. Esta não é a primeira vez que isso ocorre uma vez em que nos últimos anos, vários processos judiciais foram abertos com esta finalidade. No entanto, desta vez, segundo eles, a Prefeitura não teria cumprido a sua parte nos acordos.
"Em 2010 houve o Orçamento Participativo e aqui foi colocado como área de interesse social. A partir daí nós tivemos uma reunião com o jurídico da Prefeitura e a imobiliária Continental, onde ficou acertado que a Administração Municipal marcaria o território como Zona Especial de Interesse Social (Zeis) e a imobiliária retiraria o processo de reintegração. Contudo, a Prefeitura não cumpriu a sua parte no acordo e a Continental manteve o processo", explica o advogado dos moradores Horácio Neto.
A briga se estende desde 2008, entre posseiros, a imobiliária Continental e os moradores e até o momento não há uma posição definitiva, o que deixa as 1.800 famílias que residem na Vila Operária em constante apreensão.
"Tem gente aqui que não consegue dormir porque não sabe o que vai acontecer. Além disso, queremos fazer algumas melhorias em casa, como colocar piso, por exemplo, e não podemos porque não sabemos como será amanhã", afirmou a moradora Sonia Maria Santos.
O problema é que não há uma definição exata de quem de fato é o responsável pelo local. De acordo com o advogado Manuel Cantadeira a área seria pertencente ao seu cliente, Vicente Pala Pinto, que, como parte dos pagamentos de seu honorário, lhe repassou 23,7 mil m² - processo este que já foi deferido pela 7ª Vara Cível de Guarulhos, em 1994. Assim, o advogado seria dono de uma parcela da área total de 89 mil m², e estaria disposto a negociar com as famílias. Clique aqui e leia mais.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vídeo revelador da Juíza: “PM foi admirável”


Juíza Loureiro: PM evitou um banho de sangue

O amigo navegante Claudinei envia video com entrevista da Juiza Marcia Loureiro, aquela que, em última instância, decidiu que Naji Nahas tinha direito à reintegração.

Claudinei Watanabe
Enviado em 28/01/2012 às 13:00

Bem para mim essa entrevista, é bem reveladora, há quatro meses a o governo Alckmin vem organizando essa operação, quando a juíza diz na terça feira houve uma tentativa de entrar em pinheirinho era na verdade um teste uma prévia da operação de domingo, essa mulher é um …, Paulo Henrique, veja a “nossa” juíza elogiando a ação da policia.

NAVALHA

A Juíza repete a acusação de que lideranças políticas no Pinheirinho criaram as condições para haver um banho de sangue.
Que o trabalho “admirável” da PM do Alckmin evitou.
A racionalidade da emérita Juíza se sustenta na ausência de uma solução de conciliatória: o Governo Federal chegou com um protocolo de intenções que não dizia nada – conclui ela.
“Ao Juiz cabe decidir” – sentencia.
Bravo !
Naji Nahas não argumentaria melhor !
Em Pinheirinho se rescreveu uma História do Brasil: os perdedores perdem sempre; os vencedores vencem sempre.

Paulo Henrique Amorim

Viomundo encontrou


David com a esposa, Laura, no Hospital Municipal
de São José dos Campos, onde está internado.

Adriano Diogo: “Depois de balear David pelas costas, a GCM atirou nele, de novo”

Do blog Conversa Afiada
Sau no Viomundo:  por Conceição Lemes

O Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, da Defensoria Pública Estadual e do Ministério Público Estadual (Condepe) promoveu na última segunda-feira mutirão nos galpões e igreja, que abrigam os moradores despejados do Pinheirinho. Aproximadamente 90 pessoas, entre conselheiros do Condepe, parlamentares e entidades de direitos humanos participaram.

“O que mais me chamou a atenção foi o caso do rapaz de 30 anos, baleado pela GCM [Guarda Civil Municipal]; está com a perna esquerda paralisada e corre o risco de ficar com sequelas”, denuncia o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo. “Se passaram nove dias e ele não foi ouvido nem tinha feito exame de corpo de delito.”

O rapaz é David Washington Furtado, 30 anos, natural de Recife, funcionário terceirizado da Prefeitura (calça ruas, assenta sarjetas e calçadas) e agora ex-morador do Pinheirinho. Foi baleado, na área externa do acampamento, quando se dirigia junto com a esposa (Laura) ao posto de atendimento da Prefeitura para se cadastrar.

“É a história mais escondida de São José dos Campos”, observa Adriano. “Depois de balear David pelas Costas, a GCM atirou nele, de novo, quando já estava caído no chão. Uma barbaridade.” Leia mais aqui.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Moradores e polícia voltam a se enfrentar em área reintegrada

Moradores do Pinheirinho e PM voltam a se enfrentar hoje
DE JEAN-PHILIP STRUCK DA FOLHA.COM
ENVIADO ESPECIAL A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal de São José dos Campos (97 km de São Paulo) voltaram a entrar em confronto com moradores da favela do Pinheirinho na manhã desta segunda-feira. As famílias foram retiradas da área ontem (22) durante reintegração de posse.
Moradores voltaram a fazer manifestação próximo ao comando de operações, localizado a uma quadra do terreno invadido, e PMs dispararam bombas de efeito moral contra uma aglomeração. Dezenas de policiais fazem a guarda do prédio.
Mulher deixa favela do pinheirinho com criança no colo durante reintegração de posse em São José dos Campos
Mulher foge do Pinheirinho com criança no colo após invasão da PM
A poucos metros, moradores que aguardavam a sua vez para voltar a área da invasão e retirar os pertences de suas casas entraram em choque com a Guarda Civil Municipal, que organiza a entrada de pessoas num centro de triagem. Cerca de 200 pessoas aguardavam numa fila.
O grupo, revoltado com a falta de organização da fila --que é feita sem supervisão e sem ordem de preferência para idosos e deficientes-- tentou forçar a entrada no centro por uma cerca lateral. Homens da guarda correram ao local e dispararam tiros de borracha. A fila se dispersou, mas minutos depois voltou a se formar.
O clima é tenso em frente ao centro de triagem. Boatos de que os pertences estão sendo retirados pela prefeitura sem a participação dos moradores são repetidos, o que provoca reações coléricas dos moradores, que passaram a gritar ofensas contra os policiais.
Moradores ouvidos pela Folha se queixaram da falta de organização e afirmam que faltam informações sobre os procedimentos. Muitos também temem pelos pertences e animais que foram deixados para trás durante o cumprimento da ordem de reintegração de posse.
O funileiro José Valdene, 48, afirma que não pode trabalhar enquanto aguarda sua vez na fila. Ele morava no Pinheirinho havia cinco anos, com a mulher e três filhos. "Não explicam nada. Podem estar saqueando nossas casas. Não sabemos de nada", diz. Leia mais aqui.

Prefeitura distribui passagens para moradores de Pinheirinho

COMENTÁRIODO BLOG: Observe bem como é o tratamento dado pela prefeitura de São José dos Campos para esse grave problema socia, consequência da reintegração de posse, promovido nesse domingo: "toma aqui a sua passagem e volte para sua terra".
Eu pensei que já tinha visto de tudo....!
DE JEAN-PHILIP STRUCK DA FOLHA.COM
ENVIADO ESPECIAL A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Prefeitura de São José dos Campos está distribuindo passagens rodoviárias para moradores da invasão Pinheirinho, que foi desocupada pela Polícia Militar na madrugada de domingo (22).
De acordo com a prefeitura, pelo menos 30 pessoas receberam bilhetes. A maioria tem como destino São Paulo, mas até passagens para o Piauí foram distribuídas.
Segundo moradores ouvidos pela Folha, os bilhetes são oferecidos durante a triagem, quando as pessoas retiradas do terreno são reunidas num centro para preencher fichas, usadas para recuperar bens deixados para trás durante a ação da polícia e solicitar assistência da prefeitura.
A entrada da imprensa no centro não está sendo permitida pelos guardas civis municipais que controlam os portões. Segundo a prefeitura, a medida foi aplicada para evitar "acirrar os ânimos" no local, já que a presença de câmeras e jornalistas pode estimular protestos. Leia mais aqui.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Deputados denunciam manobra de má-fé do governador Alckmin

Por Conceição Lemes
Do site Viomundo

Tropa de choque de quase 2 mil homens, caveirão, armamento pesado. Com todo esse aparato, começou neste domingo, às 6h, a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos. Moradores, lideranças e parlamentares foram totalmente pegos de surpresa.
“O senador Eduardo Suplicy (PT) e o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) estavam dialogando com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Eduardo Cury (PSDB) e proprietário da área, para achar uma solução negociada”, afirma o deputado estadual Marco Aurélio Souza (PT). “O próprio dono da área havia concordado em aguardar mais 15 dias. Isso tudo foi minuciosamente relatado por Suplicy numa assembleia realizada ontem, sábado, no Pinheirinho. De modo que todo mundo estava tranqüilo.”
Para Marco Aurélio, Alckmin manobrou os parlamentares para desmobilizar os moradores e, aí, fazer a reintegração de posse sem resistência. “Covardia com os moradores, para pegá-los desprevenidos”, acusa. “Quebra de palavra com os parlamentares importantes de São Paulo. ”
O professor Paulo Búfalo, da executiva do Psol em São Paulo, está convencido também de que foi uma manobra de má-fé do governador Alckmin. De um lado, negociava, com os parlamentares. De outro, determinava a desapropriação da área, uma ação em conluio com a Justiça de São Paulo: “Todos os relatos que estamos ouvindo aqui, infelizmente, apontam para isso”.
Sobre mortos e feridos os números são desencontrados. Divulgou-me mais cedo sete óbitos. Mas isso não confirmado.
“Mesmo as lideranças estão com dificuldade de obter informação”, diz Búfalo. “A tropa de choque fechou todas as entradas e saídas do acampamento. Ninguém sabe direito o que está acontecendo lá dentro.”
O fato é quem quem chega ao Pinheirinho está sendo recebido com bombas, que estão sobrando até para a imprensa e parlamentares. “Eu guardei de ‘lembrança’ os resíduos da que a PM atirou contra mim”, observa o deputado Marco Aurélio. “Se a amanhã o governador disser que a reintegração de posse do Pinheirinho foi feita de forma pacífica, eu tenho como provar que é mentira.”

Leia também:

Reintegração em SP "atropelou negociações para saída pacífica", diz ministro

Tropa de Choque da PM entrou em confronto com moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP)
Tropa de Choque da PM entrou em confronto com moradores
do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP)
NOTA DO BLOGUEIRO: O comportamento do Judiciário e da Prefeitura de São José dos Campos é extremamente preocupante. O Judicário diverge entre as instâncias federal e estadual. O Judiciário Federal suspendeu a reintegração e o Estadual concedeu. A Prefeitura, governada pelo PSDB, faz todo esforço para que a reintegração aconteça, defendendo claramente os interesses imobiliários especulativos. O governo federal fazia a intermediação buscando um acordo, mesmo assim a reintegração aconteceu. Triste esse comportamento de quem não defende o povo mais pobre, muito triste.

POR MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA DA FOLHA.COM


O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse neste domingo que a ação de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de São Paulo), "atropelou" as negociações para a desocupação pacífica do local.
Responsável pela interlocução com os movimentos sociais, Carvalho afirmou que o Palácio do Planalto vinha acompanhando as conversas sobre a retirada das famílias da área e trabalhava para uma saída negociada, com a definição de uma nova região para abrigar as famílias.
Por lá, vivem cerca de 6.000 pessoas. O local é alvo de uma disputa entre os invasores e a massa falida de uma empresa, proprietária do terreno. No início da manhã, a Polícia Militar cumpriu a ordem judicial. O clima é tenso.
Por conta da ação, as famílias chegaram a bloquear a rodovia Dutra, próximo ao km 154 no sentido Rio de Janeiro, por volta das 13h30 de hoje. Clique aqui e leia a matéria completa.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Em clima de tensão, famílias aguardam reintegração em SP

COMENTÁRIO DO BLOG: É impressionante a incopetência da Prefeitura de São José dos Campos em evitar o caos social. Para qualquer gestor público seria muito mais conveniente manter as pessoas na área, já que essas famílias estão a oito anos no terreno, do que criar um problema social gigante. O Governo Federal enviou representante da Casa Civil para intermediar um acordo para negociar a permanência das famílias na área, porém, a Prefeitura não demonstra boa vontade.
A pergunta que fica é essa: para onde irão essas famílias?
A falta de sensibilidade da Prefeitura pode gerar uma verdadeira guerra no loteamento Pinheirinho. Tomara que seja feito um acordo antes, pois, eu que já passei por episódios semelhantes em minha vida sei do que é capaz quem está desesperado, prestes a perder seu único teto.
A imagem abaixo retrata bem a determinação dos moradores em resistir. Deus os proteja.

Moradores do Pinheirinho fizeram escudos de tambor plástico para se preparar para a reintegração
Moradores do Pinheirinho fizeram escudos de
tambor plástico para se preparar para a reintegração
Do UOL via Folha.com

Cerca de 1.600 famílias que moram em uma área invadida no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP), aguardam sob tensão a reintegração de posse marcada para esta sexta-feira.
O grupo afirma que haverá forte resistência, caso a PM entre na área invadida. Eles formaram barricadas e afirmam que estão armados com pedaços de madeira.
As famílias estão no terreno --que pertence à massa falida de uma empresa-- desde fevereiro de 2004.
Desde a manhã de hoje, uma reunião é realizada com representantes da prefeitura, dos governos estadual e federal, da OAB e do movimento, entre outros, para tentar negociar uma proposta de regularização da área. Por volta das 14h10, o encontro ainda não tinha terminado.
Na última sexta (6), a via Dutra foi bloqueada por um protesto de moradores da área invadida. Segundo a concessionária NovaDutra, a manifestação chegou a causar 10 km de lentidão, do km 152 ao km 162. No sentido São Paulo, a curiosidade dos motoristas também provocou redução de velocidade nas imediações do protesto.
No dia 5, a Polícia Militar realizou operação na área, que resultou na prisão de três foragidos da Justiça.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Moradores do Bambi procuram Continental para firmar acordos

A Imobiliária Continental passou a ser procurada pelos moradores após reportagens do HOJE
A Imobiliária Continental passou a ser procurada
pelos moradores após reportagens do HOJE
Reportagens publicadas pelo HOJE desencadearam negociações

Por Ronaldo Paschoalino
Do Guarulhosweb

Após a publicação de reportagens pelo HOJE sobre a situação, aproximadamente cem famílias do Jardim Bambi que estão prestes a perder suas casas devido a inadimplência junto à imobiliária Continental, a empresa informou que ainda era possível um acordo antes da execução da reintegração de posse. Nesta segunda-feira, o advogado da Continental, Evandro Garcia, entrou em contato com a reportagem para comunicar que alguns moradores procuraram a empresa para novos acordos e que, até a última sexta-feira, uma situação já havia sido regularizada.
Na semana passada, em entrevista a reportagem do HOJE, Walter Luongo, dono da imobiliária Continental disse que prefere que os moradores façam acordos de pagamento ao invés de ter que retira-los do local. "A empresa tem seus custos, eu pago funcionários e tenho despesas. O acordo pode ser feito desde que atenda as necessidades da empresa", disse Luongo.

COMENTÁRIO DO BLOG: Isso é o que eu chamo de jornalismo dirigido, publica-se uma matéria com o objetivo de mandar um aviso à um determinado público. O referido público ao ler a matéria desloca-se a quem fez a encomenda jornalística.
Sabe o que é pior de tudo isso?
Repare nesse parágrafo: "Nesta segunda-feira, o advogado da Continental, Evandro Garcia, entrou em contato com a reportagem para comunicar que alguns moradores procuraram a empresa para novos acordos e que, até a última sexta-feira, uma situação já havia sido regularizada".
Apenas um caso regularizado. Quem lê a reportagem desatentamente imagina que das cem famílias em questão, ao menos metade dirigiu-se a imobiliária para negociar. Manipulação do jornal em conluio com a imobiliária.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Walter Luongo diz que ainda é possível acordo com moradores do Bambi


Após publicação de reportagem pelo HOJE, empresa informa ser possível renegociar

Por Ronaldo Paschoalino
Do Guarulhosweb

Na última sexta-feira, o HOJE publicou reportagem retratando a situação aproximadamente cem famílias do Jardim Bambi que estão prestes a perder suas casas devido a um imbróglio que vem se arrastando por mais de uma década junto a imobiliária Continental. A empresa comercializou os lotes de toda área onde foram construías as residências e que agora pede a reintegração de posse devido a inadimplência dos moradores.
Na tarde desta quarta-feira, o HOJE foi recebido por Walter Luongo (dono da Continental) e o advogado Evandro Garcia, no escritório da empresa, para explicarem a situação e informarem que ainda é possível um acordo para evitar a retirada das famílias daquela área. "Alguns processos já estão em fase de execução mas, mesmo assim, ainda é possível um acordo de pagamento entre moradores e imobiliária. Estamos abertos a isso e sempre estivemos", disse Garcia. "A empresa tem seus custos, eu pago funcionários e tenho despesas. O acordo pode ser feito desde que atenda as necessidades da empresa", acrescentou Luongo.
Segundo os moradores do local, há cerca de 11 anos e meio, os terrenos foram adquiridos em um regime de financiamento que acompanhava a inflação anual. No entanto, de uma forma inesperada, a imobiliária teria mudado o sistema de juros e o valor das parcelas que girava em torno de R$ 300 mensais, subiram mais que o dobro. "Não existe isso. As correções foram dentro da lei. Tudo consta nos processos e ratificadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo", rebateu Evandro Garcia. "Eles (moradores) poderiam ter depositado o valor que podiam pagar em juízo e não simplesmente deixarem de pagar", acrescentou o advogado.
O dono da Continental rebateu também as afirmações dos moradores sobre o fato da imobiliária nunca os ter recebido para uma negociação da dívida. "Tanto recebemos como já fizemos alguns acordos que também não foram pagos. As portas da imobiliária estão abertas. Temos, inclusive, um comitê na empresa que avalia todos os casos. Nosso maior interesse é que façam acordo. Não queremos chegar ao ponto de retirar ninguém de suas casas. Mas também existem os interesses da empresa", concluiu Luongo.

COMENTÁRIO DO BLOG: Já escrevi anteriormente nesse blog a respeito dos desmandos praticados pela Imobiliária Continental. A referida empresa negocia lotes em bairros sem a miníma infra-estrutura necessária, jogando os moradores em situação alarmante. Em muitos casos, como os do Recreio São Jorge, famílias compraram terrenos em encostas, sem nenhuma infra-estrutura, colocando as suas vidas em risco, sugeito a desmoronamento, podendo acontecer situação semelhante aos acontecimentos das cidades de Petópolis e Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Por mais errado que estejam os moradores do Bambi, eles são vítima dos crimes que a Imobiliária cometeu e comete em Guarulhos e outras cidades. Onde está o Ministério Público?